segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Estágios evolutivos da Doença de Alzheimer


Este quadro de sete estágios é baseada no sistema desenvolvido pelo Dr. Barry Reisberg - Diretor Clínico do New York University School of Aging Medicine

Nem todos os pacientes irão manifestar rigorosamente  os mesmos sintomas ou ter a mesma evolução.
 Fase 1: Sem alterações perceptíveis
A pessoa não apresenta nenhuma dificuldade com a memória. Uma entrevista com um profissional médico não mostra qualquer evidência de sintomas de dementia.

Fase 2: Alterações cognitivas muito discretas 
Podem ser manifestações normais relacionadas à idade ou os primeiros sinais da Doença de Alzheimer.  A pessoa  lapsos de memória - esquecendo palavras familiares ou a localização de objetos do cotidiano. Não apresentam sintomas de demência passíveis de serem detectados durante um exame médico de rotina. ou perceptíveis  por amigos, familiares ou colegas de trabalho.

Fase 3: Declínio cognitivo leve
Em estágio inicial de Alzheimer pode ser diagnosticado em alguns, mas não todos, indivíduos com estes sintomas. Amigos, familiares ou colegas de trabalho começam a perceber dificuldades.Durante uma entrevista médica detalhada, associando testes cognitivos, o médico pode ser capaz de detectar problemas na memória ou concentração.

* Dificuldade para encontrar a palavra certa ou nomes* Dificuldades em lembrar nomes quando foi apresentado a novas pessoas* Maior dificuldade para realizar tarefas em ambientes sociais ou de trabalho,  esquecendo, por exemplo, conteúdo de um material        que acabou de ler* Perder ou trocar de lugar - sem lembrar depois - um objeto importante como chaveiro, carteira com dinheiro ou documentos* Maior dificuldade com o planejamento ou a organização de tarefas
Estágio 4: Declínio cognitivo moderado
Neste ponto, uma entrevista médica cuidadosa deve ser capaz de detectar manifestações em diversas áreas:
* O esquecimento de acontecimentos recentes* A habilidade prejudicada para realizar cálculos mentais desafiadoras - por exemplo, contagem regressiva de 100 por 7s* Maior dificuldade para realizar tarefas complexas, como o planejamento de jantar para convidados, pagamento de contas ou gestão de finanças* Esquecimento sobre a própria história pessoal* Tornar-se mal-humorado ou retraido, especialmente no social ou mentalmente em situações desafiadoras
Etapa 5:  Declínio cognitivo moderadamente graveLacunas na memória e pensamento são claramente perceptíveis, e as pessoas começam a precisar de ajuda com o dia-a-dia.
Nesta fase, a pessoa com Alzheimer pode:

* Ser incapaz de recordar seu próprio endereço ou número de telefone ou a escola ou faculdade a partir do qual se formou* Tornar-se confuso sobre onde está ou que dia é hoje* Ter problemas com exercícios simples de aritmética* Precisa de ajuda para escolher roupas adequadas para a estação ou a ocasião* Ainda se lembrar de detalhes importantes sobre si e sua família* Ainda não necessita de assistência para comer ou ir ao banheiro


Etapa 6: Declínio cognitivo graveAlém do agravamento das dificuldades coma memória, ocorrem alterações de personalidade   e a  pessoa precisa de ajuda com as atividades diárias.
Nesta fase, o paciente pode:
* Perder a consciência de experiências recentes, bem como de seu entorno* Lembrar-se de nome próprio, mas apresenta dificuldade com a sua história pessoal* Consegue distinguir rostos conhecidos e desconhecidos, mas tem dificuldade em lembrar o nome de um cônjuge ou cuidador* Necessita de ajuda para se vestir adequadamente e pode, sem supervisão, cometer erros como colocar um pijama sobre as roupas de uso diário ou sapatos nos pés errados* Apresentar grandes mudanças nos padrões de sono - dormir durante o dia e tornando-se inquieto à noite* Necessitar de ajuda na higiene pessoal. Exemplo: descarga do vaso sanitário, limpeza ou eliminação de resíduos corretamente* Ter cada vez mais dificuldade em controlar  bexiga ou intestinos* Experiência de personalidade importantes e mudanças comportamentais, incluindo a desconfiança e delírios (como acreditar que seu cuidador é um impostor) ou comportamento compulsivo, repetitivo como o de torcer ou rasgar o tecido com as mãos.* Tendencia  a vagar ou se perder
Fase 7: Declínio cognitivo muito grave
Estágio avançado da doença de Alzheimer
* No estágio final da doença, o indivíduos perde a capacidade de responder ao seu ambiente, para manter uma conversa e, eventualmente, para controlar o movimento.
* Pode ainda dizer palavras ou frases.* Nesta fase, o paciente precisa total no seu cuidado diário pessoal, incluindo comer ou usar o banheiro. 
* Pode também podem perder a capacidade de sorrir, de se sentar sem apoio e para manter a cabeça erguida. 
* Reflexos se tornam anormais.
* Músculos tornam-se rígidos. 
* Deglutição prejudicada.


Fonte: www.alz.org 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Medos Infantis

Raquel Franck Barboza Lhullier
Psicóloga CRP 07/15.446
Especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental

 
Os medos são comuns na infância. Alguns medos são normais dentro de cada faixa do desenvolvimento infantil e bem conhecidos, tais como: medo do escuro, de estranhos, de barulhos fortes, de separação, da morte e de situações escolares novas.
As vezes estes medos e ansiedades podem aumentar em intensidade e frequência e se transformar em patologias, podendo surgir mesmo na ausência de qualquer ameaça real. O corpo da criança sinaliza que algo não está indo bem mas ela nem sempre sabe como lidar sozinha com estes sintomas fisiológicos, que podem ser: sudorese, dor abdominal, aceleração do batimento cardíaco, tontura, náusea, vômito, aperto no peito e falta de ar.
Os transtornos de ansiedade constituem um grave problema de saúde mental, tanto para as crianças que sofrem quanto para as suas famílias.
Preocupação intensa, medo e irritabilidade fazem parte do quadro emocional da criança ansiosa que pode acabar evitando situações escolares e entrar em conflitos com colegas e familiares. Ela são vistas como inquietas, distraídas, desatentas e podem acabar apresentando um sofrimento significativo, com alterações comportamentais, de humor, psicológicas, cognitivas e interpessoais.
É importante ressaltar a necessidade de uma avaliação médica com o pediatra para excluir causas físicas para os sintomas citados.
Nos últimos 15 anos, estudos tem indicado a Psicoterapia Cognitivo Comportamental como efetiva para a redução de ansiedade e estresse emocional em crianças e adolescentes. O “Amigos para a Vida” é uma das intervenções cognitivo-comportamentais, que foi criado pela Dra. Paula Barret (fundadora da Pathways to Resillience Trust). Ele consiste num programa de prevenção e tratamento da ansiedade na infância, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde por seus mais de 12 anos de validação abrangente e avaliação através de vários países e idiomas utilizando rigorosos estudos controlados randomizados. Este programa tem eficácia comprovada na prevenção da ansiedade por até seis anos depois da exposição inicial, uma história de desenvolvimento científico extensivamente publicada, testagem e pesquisa clínica em andamento em todo o mundo. Cabe ressaltar que somente profissionais capacitados estão habilitados para aplicar este programa em âmbitos clínicos e escolares. Se deixada sem tratamento, a ansiedade na infância pode se desenvolver ao longo dos anos em distúrbio(s) de ansiedade crônica em adultos ou, em alguns casos, em depressão, sem contar a perda de qualidade de vida da criança.

Fonte: www.diariopopular.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Alterações de olfato. Relação com Alzheimer e Parkinson?

http://www.docguide.com/just-noticeable-difference-olfaction-discriminative-tool-between-healthy-elderly-and-patients-cognit?hash=f1ece68d&eid=23541&alrhash=3594fa-9d5457f9f887792f63312b3939b2bd0f